Após matar ladrão, idoso teme vingança em Mogi das Cruzes (SP)

O agricultor Akira Utsunomiya, 84, mirou com a espingarda calibre 12 e atirou, de dentro de casa, contra a porta de vidro. Do lado de fora, um dos homens que tentavam invadir sua casa, num sítio em Mogi das Cruzes (na Grande São Paulo), tombou, atingido no rosto, com o revólver calibre 38 na mão.

'Ele não quis bancar o valente', afirma filho do agricultor

Cabeça branca, cerca de 1,60 m e a coluna arqueada em consequência dos longos anos de lida na roça, Akira vive do plantio de hortaliças.

Nascido no Japão, o imigrante --que assim como boa parte de seus conterrâneos veio para o Brasil durante a 2ª Guerra Mundial-- disse que disparou para defender sua família após ser alvo de tiros dos criminosos, na última segunda-feira.

Uma semana antes, uma idosa de 87 anos baleou um homem que invadiu o apartamento dela em Caxias do Sul (RS). O tiro acertou o peito do suspeito, que morreu.

Soterrado em Lins (SP), operário respirou por bolha de ar

Uma bolha de ar perto do nariz permitiu que Claudinei Tertuliano Lima, 44, totalmente coberto pela terra, conseguisse respirar e aguardar por três horas soterrado até o resgate.

Ele foi o último dos quatro sobreviventes a ser resgatado do buraco.

A reportagem conversou com Lima por telefone na última quarta. Ele não quis receber a Folha.

Até a tarde da última sexta-feira, o operário permanecia internado no hospital São Lucas, em Lins.

Lima conta que ajudava a salvar um colega preso na terra quando ocorreu o segundo desmoronamento.

Dos nove envolvidos no acidente, ele foi um dos mais atingidos.

"Eu era dos que estavam mais embaixo no buraco. Depois que a terra caiu por cima, dava para ouvir os caras andando em cima de mim, tentando salvar a gente."

Lima disse que estava com a respiração fraca e que, por isso, não teve forças para gritar por ajuda.

O tenente Felipe Fernandes Koffler, do Corpo de Bombeiros de Lins, disse ter se surpreendido ao achar Lima com vida.

"Já tínhamos quase perdido a esperança quando vimos um pano azul [o uniforme de Lima] se mexendo."

O operário contou à Folha que agora se sente mais tranquilo. "Quer dizer, normal a gente não fica, porque tem os amigos que eu perdi no acidente."

Irmã de Ângela Bismarchi morre com tiro no peito na madrugada deste sábado (16)


Angelina Filgueiras dos Santos, irmã de Ângela Bismarchi, morreu com um tiro no peito na madrugada deste sábado (16), na cidade de Niterói (RJ), segundo informações de funcionários do Hospital Mário Monteiro. Márcio Luiz Dias da Fonseca, ex-marido de Angelina, também morreu.

O ex-marido teria entrado armado na casa de Angelina, que estava com o namorado, Jolmar Wagner Alves Milato. Em depoimento à polícia na tarde deste sábado (16), Jolmar disse que Angelina desarmou o ex e ameaçou se matar caso a briga entre os dois homens não acabasse, e acabou atirando contra o próprio peito. Após ela ser baleada, Jolmar tomou a arma e atirou três vezes contra o ex-marido de Angelina, que morreu na hora.

Ainda não foram liberados os laudos da perícia e do IML para confirmar se o disparo foi feito por Angelina. De acordo com o delegado Gabriel Ferrando de Almeida, o agressor não aceitava o término do relacionamento e ameaçava a ex e o atual companheiro dela.

A irmã de Ângela Bismarchi foi levada com vida ao Hospital Mário Monteiro, mas não resistiu. O cirurgião plástico Wagner de Moraes, marido de Ângela, esteve no IML para reconhecer o corpo da cunhada. O velório e enterro não têm data definida.

Corpo de bebê é encontrado no lixo no Complexo do Alemão, no Rio


O corpo de um bebê foi encontrado próximo a uma lata de lixo na comunidade Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, na manhã deste sábado.

A criança foi achada por uma moradora que varria a rua. Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, a mulher viu um embrulho de pano ao lado da lixeira e abriu para ver o que havia dentro.

Quando percebeu que se tratava de um bebê, a moradora chamou os policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Nova Brasília.

Segundo os policiais, o bebê não tinha sangue no corpo nem estava com marcas de ferimentos.

O corpo da criança foi levado para o IML e a Delegacia de Homicídios vai investigar o caso.

Brasileira é encontrada morta em apartamento em Portugal


Uma mulher brasileira de 53 anos foi encontrada morta em seu apartamento na quinta-feira (14) na cidade de Torres Vedras (53 km de Lisboa), em Portugal.

De acordo com o portal português "Público", a vítima foi encontrada após dois dias desaparecida com pés e mãos amarrados em sua cama. A publicação também afirma que havia sinais de incêndio no apartamento.

O caso é investigado pela Polícia Judiciária de Portugal e há suspeita de homicídio.

O Itamaraty disse que tomou conhecimento do caso na sexta-feira (15) e que o "consulado brasileiro em Lisboa está em contato com as autoridades portuguesas que investigam o caso e segue prestando assistência à família".

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, os familiares da vítima manifestaram a intenção de fazer o traslado do corpo para o Brasil. Um parente da mulher também estaria tentando emitir um passaporte de emergência para acompanhar o caso de Portugal.

O nome da brasileira não foi divulgado pelo Itamaraty.

Grávida atravessa teto em queda de 3 metros e dá à luz horas depois


Uma britânica de 37 anos grávida de quase nove meses sofreu uma queda de três metros de altura atravessando o teto de sua casa e deu à luz horas depois.

Jo Tointon e o marido, David, moravam na casa onde ocorreu o acidente, em Nottingham, na região central da Inglaterra, há apenas dois meses e faziam reformas no banheiro justamente para receber o bebê.

"Havia apenas o reboco e vigas, devo ter colocado o pé no lugar errado e caí na cozinha", disse Tointon.

Ela atravessou o teto e foi parar no andar inferior da casa.

Logo depois da queda, a britânica sentiu que estava entrando em trabalho de parto.

Ela foi levada pela ambulância para o hospital local e deu à luz um menino, chamado Eddy Austin, que nasceu horas depois, por cesariana, pesando pouco mais de dois quilos.

QUEDA AMORTECIDA
Tointon afirma que sua queda foi amortecida. Ela sentiu os pés batendo em um balcão na cozinha e então foi para o chão.

"Acho que isto me salvou, pois interrompeu a queda", disse. "Pensei que tinha quebrado minha coluna, não conseguia me mover, mas eu estava apenas com falta de ar."

Ela foi encontrada no chão por outro filho, Ollie, de dois anos, e pelo pai, Nigel Baxter, de 64, que estava no banheiro com ela no momento da queda.

"Pensei o pior quando ela desapareceu (caindo pelo) chão, que ela podia ter ficado paralisada ou até morrido", disse Baxter.

David Tointon, o marido, foi chamado de volta para casa e, quando chegou, viu a ambulância levando a mulher já em trabalho de parto.

"Tentei acalmá-la, mas era muito preocupante", disse.

A queda resultou apenas em ferimentos leves para Tointon, mas ela temia pelo filho.

"O paramédico perguntou se eu estava sangrando. Eu achei que não estava, mas, quando me movi, senti algo e eu sabia que era sangue e (se fosse) eu estaria perdendo o bebê, ou minha bolsa teria rompido", contou a britânica.

"Eles tinham que me examinar antes de examinar meu bebê, e pareceu que demorou muito antes de eles checarem o batimento cardíaco (do bebê)."

Eddy nasceu no dia 1º de junho e ainda está no hospital, devido a um problema no pulmão. Mas a saúde da criança está melhorando.

"Naquele momento não percebi o quanto cheguei perto de perdê-lo, mas ele estava ficando mais forte a cada dia", disse Tointon.

Pai é preso acusado de forçar filho de 11 anos a consumir cocaína no litoral de São Paulo


Um homem de 42 anos foi preso na madrugada desse domingo (10), em Praia Grande (71 km de São Paulo), por forçar seu filho, de 11 anos, a usar cocaína. De acordo com informações do boletim de ocorrência, registrado na delegacia sede da cidade, o homem chegou a um posto de combustível, localizado na Vila Caiçara, dizendo que usaria a droga ali mesmo, e que seu filho também faria uso da substância.

Em seguida, segundo um funcionário do posto que diz ter testemunhado a cena, o homem depositou o pó da droga sobre um cartão telefônico, fez uso na frente de todos que estavam no local e, em seguida, obrigou seu filho a consumi-la. Ainda de acordo com a testemunha, o homem também ameaçou o garoto, dizendo que, caso ele não o obedecesse, iria “quebrar a sua cabeça e lhe bater muito”.

A polícia foi acionada e, chegando ao local, enfrentou resistência do acusado, que se mostrou ainda mais agressivo. Os policiais encontraram com o homem três papelotes de cocaína contendo cerca de cinco gramas no total. Ele foi preso em flagrante, sem direito a fiança, por posse de entorpecente, oferecimento e indução ao uso indevido de droga e por consumo de droga em local de trabalho coletivo.

O crime ainda foi agravado pela violência e por envolver uma criança, no caso, o seu filho, e a pena pode chegar a até 15 anos de detenção. Na delegacia, a mãe do garoto, que foi buscá-lo e prestar depoimento, explicou que está separada do acusado há dez anos e que havia deixado o menino na casa dos avós paternos para passar o fim de semana.

Em depoimento, mulher de empresário se emociona e diz que matou e esquartejou o marido sozinha


O delegado Jorge Carrasco, chefe do do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), afirmou nesta quarta-feira (6) que Elize Ramos Kitano Matsunaga, 38, não contou com a ajuda de outra pessoa para assassinar o marido, Marcos Kitano Matsunaga, 42. Elize vai responder por homicídio qualificado. O delegado disse não acreditar que houve premeditação.

A afirmação foi feita depois do depoimento de Elize, que durou oito horas. No depoimento, segundo o delegado, ela confessou o crime e disse ter agido sozinha, reafirmando a tese de que o crime foi passional. "O depoimento foi muito convincente", disse o delegado, acrescentando que se emocionou nos momentos em que a filha de um ano foi citada e chegou a chorar.

Ela chegou ao DHPP, na região central de São Paulo, por volta das 11h, levada da cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo, onde passou a noite. Ela está presa desde segunda-feira (4) temporariamente por determinação judicial. A polícia conseguiu a prorrogação da prisão temporária de Elize por mais 15 dias.

A polícia fará uma nova perícia no apartamento do casal (que tem mais de 500m2) e uma reconstituição do crime, para complementar a investigação. Uma das duas babás também foi ouvida hoje e, segundo o delegado, o depoimento não mudou a tese de que Elize agiu sozinha. A polícia também deverá ouvir a outra babá, uma empregada, o zelador do prédio onde o casal morava e alguns vizinhos.