Mãe suspeita de explodir casa e matar filhos tomava remédios de tarja preta


A dentista brasileira Luciana Gioso, que teria provocado a explosão de sua casa em Castro Marim, no sul de Portugal, estava tomando medicamentos para controlar uma depressão grave. Na explosão, que aconteceu na última quarta-feira (22), além de Luciana, morreram seus dois filhos, de 11 e 13 anos. As informações são do jornal português Correio da Manhã.

Luciana, de 40 anos, teria avisado aos amigos mais próximos que pretendia acabar com sua vida, mas dizia que queria enviar primeiro os dois filhos ao Brasil. Amigos da dentista disseram ao jornal português que Luciana apresentava um quadro depressivo "muito grave" e estava sendo medicada.

"[Luciana] andava afastada das pessoas no trabalho e quando saía. Costumava tomar café sozinha e já não falava muito", afirmou uma fonte próxima à família.

Pouco antes da tragédia, a brasileira chegou a receber mensagens da mãe, pedindo para que ficasse calma.

Salário do funcionalismo público é cerca de 40% maior que média nacional, segundo Ministério do Trabalho e IBGE


Os funcionários públicos têm salários acima da média brasileira, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A massa salarial dos trabalhadores no país, de acordo com a última Relação Anual de Informações Sociais (Rais), de 2010, ganha R$ 1.742 por mês, em média. Trabalhando para o governo, o valor do salário sobe para aproximadamente R$ 2.458, o que representa 41,1% a mais.

Entre as categorias de ocupação, de acordo com o IBGE, os funcionários públicos foram os que tiveram o rendimento médio real mais alto em maio de 2012, R$ 2.993. Trabalhadores do setor privado, com e sem carteira de trabalho, ganharam entre R$ 1,5 mil e R$ 1,2 mil, respectivamente. Os autônomos tiveram rendimento de R$ 1,5 mil no mesmo período. Essa diferença salarial segue o mesmo padrão desde maio de 2011.

Nos grupamentos de atividades, conforme o IBGE, os serviços tradicionalmente prestados pela administração pública aparecem como os mais bem remunerados. Funcionários das áreas da saúde, da educação, de serviços sociais, da defesa e seguridade social tiveram rendimento médio de R$ 2.391 em maio deste ano. Os serviços domésticos e o comércio, por outro lado, são os setores que registraram os rendimentos mais baixos, R$ 701 e R$ 1,3 mil, respectivamente.

Entre as unidades da federação, o Distrito Federal registra o salário médio mais alto, R$ 3.713, alavancado pela quantidade de servidores públicos, segundo a Rais. O estado com o rendimento médio mais baixo é Alagoas (R$ 1.285), seguido pela Paraíba (R$ 1.304) e pelo Piauí (R$ 1.311).

Bebê é internado após ingerir substância tóxica em Araraquara (SP)


Uma criança de seis meses de idade foi internada no Hospital São Paulo, em Araraquara (273 km de São Paulo), com suspeita de intoxicação por produto químico.

De acordo com o hospital, a criança foi levada pelo pai ao local por volta das 20h30 da última quinta-feira e passou por uma lavagem estomacal.

Até a tarde deste sábado, o bebê continuava internado em observação na unidade.

O caso foi registrado na polícia como lesão corporal --a mãe teria dado querosene à filha por engano, após confundir a garrafa com o recipiente de água mineral.

Segundo a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) , um laudo foi pedido e, a partir dele, serão definidos os próximos passos do caso.

PM reage a 'saidinha' de banco e mata homem no centro de SP


Um policial militar matou um homem por volta das 13h de ontem após reagir a um assalto na praça da República, centro de São Paulo.

O PM de 46 anos afirmou que dois homens o seguiram até um edifício comercial depois que ele sacou R$ 1.500 em uma agência bancária na rua Barão de Itapetininga.

Segundo o policial, um dos homens anunciou o assalto no saguão do prédio. O policial reagiu e acertou com um tiro um dos suspeitos, que estava armado. O outro conseguiu fugir. Um terceiro suspeito, que estava próximo a entrada do prédio, foi preso por Policiais do 7º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano.

Esse crime é conhecido como 'saidinha' de banco --geralmente os bandidos usam informações privilegiadas para abordar as vítimas próximo às agências onde fizeram saques.

A ocorrência foi apresentada na 1ª Central de Flagrantes, no centro. O suspeito detido foi indiciado sob suspeita de roubo consumado.

O caso será investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa).

Família vai à polícia contra médicos que não diagnosticaram apendicite


A família da adolescente Bruna Natália Lopes Bardão, 16, morta na última terça-feira em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) foi à polícia registrar ocorrência em que acusa médicos pela morte da jovem.

Segundo Ari Vital Bissoli, tio da adolescente, Bruna foi levada ao Hospital São Francisco quatro vezes --a primeira em 31 de julho e a última, no dia 10 de agosto-- e só no último atendimento foi constatado que a jovem, que sentia fortes dores na barriga e tinha inchaço abdominal, sofria de apendicite.

"Na primeira vez, fizeram exames e diagnosticaram infecção de urina. Como os remédios não faziam efeito, ela voltou ao hospital e mandaram seguir com o tratamento. Na terceira vez, no dia 9, passou em um nefrologista que disse que não era infecção e a encaminhou para o plantonista. Foi orientada a mudar de medicação, tomou uma injeção e voltou para casa, mas não conseguiu dormir e foi levada pela mãe pela última vez no dia 10."

O tio disse que ela fez tomografia por volta das 14h e, três horas depois, passou por cirurgia. Quatro dias depois, ela morreu.

"Não estamos indignados com a cirurgia, mas com os plantonistas que não identificaram uma apendicite. Ela passou por ao menos quatro profissionais antes da cirurgia. Até o delegado ficou surpreso e comentou como isso poderia ocorrer em pleno século 21", disse.

A mãe da jovem, Ana, tem tomado remédios para conseguir dormir --Bruna era filha única. "Não queremos indenização, mas não queríamos que esses médicos fizessem isso com outras famílias."

A Folha não conseguiu ouvir neste sábado o delegado do 3º DP (Distrito Policial), onde a ocorrência foi registrada.

OUTRO LADO

Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, o Hospital São Francisco informou que está realizando uma "apuração minuciosa dos fatos".

Ainda conforme a nota, o São Francisco "lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com a família". A assessoria disse, ainda, que o hospital não foi notificado pela polícia.

Avós paternos obtêm guarda de filha de esquartejadora


A Justiça de São Paulo concedeu, por meio de liminar, a guarda da filha de Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 30 anos, aos avós paternos da criança. Elize confessou ter matado e esquartejado o marido, o executivo Marcos Kitano Matsunaga, em 19 de maio, no apartamento onde os dois moravam, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.

A decisão sobre a guarda da criança foi tomada na semana passada, mas até a sexta-feira a menina, de 1 ano, seguia com uma tia de Elize. A assassina de Matsunaga, que era diretor executivo da Yoki, permanece presa, à espera do julgamento. Segundo a defesa de Elize, a acusada vai recorrer da decisão. Os advogados dela afirmam que o melhor para a criança é ficar com a tia de Elize, com quem já está há três meses, por causa dos laços afetivos criados ao longo deste tempo. Procurados, os advogados da família de Matsunaga não foram encontrados na noite de sexta-feira.

O crime
Elize foi denunciada pela Promotoria por homicídio doloso triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ela está detida no Presídio Feminino do Tremembé, no interior paulista, desde o dia 20 de junho. Segundo a defesa, Elize matou o marido durante uma discussão motivada por ciúme e o esquartejou horas depois para poder transportá-lo em malas até Cotia, na Grande São Paulo.

Aprovada pena maior para venda a criança de produto que cause dependência


Proposta ajuda a endurecer o combate ao tráfico de drogas 
O Plenário aprovou na última quarta-feira (8) o Projeto de Lei 4478/04, do deputado Enio Bacci (PDT-RS), que dobra a pena de quem fornecer ou vender a crianças e adolescentes drogas ou outros produtos que possam causar dependência física ou psíquica, caso fique comprovado o uso do produto pela vítima.

A pena atual, definida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90), é de dois a quatro anos de detenção se o fato não constitui crime mais grave.

O projeto foi aprovado em votação simbólica e será analisado ainda pelo Senado.

“A droga é responsável pelo aumento da criminalidade, todos nós sabemos. Essa iniciativa, aliada a outras aprovadas pela Casa, ajuda a endurecer o combate ao tráfico”, disse Bacci. Ele lembrou que 80% dos homicídios estão relacionados às drogas.

Pareceres divergentes

A matéria contou com parecer favorável do deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), que relatou a matéria em Plenário pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Segundo ele, os especialistas mundiais em Psicologia mostram que, ao usar droga antes dos 18 anos, a pessoa terá dez vezes mais chances de se tornar um depende químico no futuro. “É justa a aprovação desse projeto”, afirmou.

Entretanto, em julho deste ano, o relator designado na comissão, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), apresentou parecer contra o projeto, argumentando que o agravante poderia elevar a pena final desproporcionalmente em relação a outros crimes tipificados no Código Penal, como homicídio culposo ou lesão corporal grave.

Originalmente, a pena estabelecida no ECA era detenção de seis meses a dois anos e multa, mas foi ampliada pela Lei 10.764, de 2003.

Polícia prende suspeito de matar mãe e mulher na frente da filha em SP


A Polícia Civil prendeu na manhã desta segunda-feira o homem suspeito de esfaquear a mulher, a própria mãe e o pai na frente da filha de cinco anos na madrugada de domingo (5). Segundo os policiais, André Vasconcelos da Silva, 25, se apresentou espontaneamente no 74º DP (Parada de Taipas), na zona oeste de São Paulo.

A polícia disse que a mulher do suspeito, Marília Fernanda da Silva, 27, e a mãe, Luciane Vasconcelos da Silva, 55, foram encontradas mortas por volta das 5h dentro de uma casa na rua Alfredo Lúcio, na Vila Terezinha (zona norte).

O pai do suspeito morreu na manhã desta segunda-feira no Hospital das Clínicas, segundo a PM. Ele foi encontrado em estado grave no local do crime.

O delegado titular do 74º DP, José Bernardo de Carvalho Pinto, pediu a prisão preventiva do suspeito. A PM afirmou que a criança foi encaminhada para a casa de familiares.

Testemunhas disseram que a menina começou a gritar durante a madrugada. Minutos depois, André trancou a casa com a família dentro e fugiu.

O suspeito foi indiciado sob suspeita de por triplo homicídio. Não foi informado se o suspeito tinha passagem pela polícia.

O caso foi registrado no 72º DP, mas depois foi encaminhado ao 74º DP.