Após ação, Justiça Federal proíbe manifestações em áreas próximas ao Mineirão

A Justiça Federal de Minas Gerais negou o pedido da Defensoria Pública da União para que sejam liberadas as manifestações no perímetro de segurança do estádio do Mineirão em Belo Horizonte. O estádio será palco amanhã do jogo entre Brasil e Uruguai válido pela semifinal da Copa das Confederações.

A decisão é do desembargador Carlos Olavo Pacheco Medeiros que afirma que em Minas Gerais não há impedimento do direito dos cidadãos à livre manifestação pacífica.

Ele negou também os pedidos para que as manifestações fossem liberadas dentro do Mineirão e para a proibição da participação de integrantes da Força Nacional no esquema de segurança da Copa das Confederações.

Em sua decisão, o desembargador os afirmou que "não há nos autos indicação objetiva de impedimento (em Minas) do direito constitucional dos cidadãos à livre manifestação pacífica".

De acordo com o desembargador, "cabe ao Estado a manutenção da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, a ser garantida por suas forças de segurança, inclusive quando necessário mediante o uso das forças armadas, conforme previsto no programa de cooperação federativa denominado Força Nacional de Segurança Pública".

O desembargador federal acrescenta que excessos eventualmente cometidos por integrantes das forças de segurança devem ser apurados e devidamente punidos nas esferas administrativas, civil e criminal.

Felipão prevê jogo quente na semifinal e destaca força do Uruguai

O técnico Luiz Felipe Scolari avaliou nesta terça-feira que o jogo entre Brasil e Uruguai, na quarta, no Mineirão, terá clima tenso e será bem disputado, com alto nível técnico, pois valerá uma vaga na decisão da Copa das Confederações, mas também por se tratar de um tradicional clássico sul-americano, com equipes recheadas de grandes jogadores.

"Isso é uma tradição, é um clássico sul-americano bem disputado. Independentemente de qual competição for, tem sempre disputas mais fortes. Mas contra a Itália também foi forte e com o México também foi bem disputado. Os clássicos sul-americanos são dessa forma. Se for na Libertadores, nos jogos com os argentinos também é assim. Sabemos disso", avaliou.

Além disso, Felipão destacou a força do Uruguai, que manteve a base da seleção que foi semifinalista da Copa do Mundo de 2010 e também conquistou o título da Copa América. Assim, o treinador citou nominalmente destaques individuais, como Cavani, Forlán e Lugano.

"Conheço o Tabárez (Oscar Tabárez, técnico do Uruguai) de muitos anos, sei como trabalha, a sua qualidade. Apresentou isso sempre nos seus trabalhos. Se analisarmos, veremos que o Cavani foi o máximo goleador da Itália. Forlán foi o melhor da Copa de 2010. Suárez foi o melhor da liga inglesa. Só aí já começa uma situação para ter cuidado", disse. "O Lugano, pela sua liderança, todos os times brasileiros querem contratar. Todos juntos formam um time de muita qualidade", completou.

Diante de um adversário forte e em um jogo decisivo que pode ser catimbado, Felipão garante não temer a falta de experiência da renovada seleção brasileira. "São experientes, sim. Mesmo o Neymar, com 21 anos, quantas Libertadores já jogou? Tenho jogadores com muita vivência em campeonatos europeus", disse.

Governo de SP descarta Tropa de Choque em novo protesto

Depois da atuação da polícia na última manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus, criticada pelo uso de força, o governo do Estado descarta o uso da Tropa de Choque e de bombas de efeito moral no protesto marcado para esta segunda-feira, 17, que deve ser o maior dos já organizados pelo Movimento Passe Livre. "Acreditamos que não será necessário (usar setores como o Choque) porque a manifestação se dará de forma ordenada", disse o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, em coletiva de imprensa realizada na tarde deste domingo, 16, em São Paulo. "Temos convicção, certeza de que a manifestação ocorrerá pacificamente", reiterou Grella.

Na sexta-feira, o comandante-geral da Polícia Militar, Benedito Roberto Meira, afirmou que a Tropa de Choque era uma "reserva estratégica" e disse que a ação do grupo poderia ser requisitada no protesto desta segunda-feira. Na coletiva deste domingo, contudo, Meira mudou o discurso: "Nossa expectativa é que essa manifestação seja ordeira e que não haja em hipótese alguma necessidade do emprego da Tropa de Choque", afirmou. "Nós acreditamos que ela não será utilizada, não será empregada", completou o coronel.

O governo paulista espera os líderes do movimento nesta segunda-feira na Secretaria de Segurança Pública do Estado, no centro da cidade, para definição conjunta do trajeto da manifestação. Com o diálogo, segundo Grella, o protesto deverá ser pacífico, sem necessidade de uso de bombas de efeito moral. O secretário também disse que nada está descartado em termos de rota, ao ser questionado se o governo permitiria que a manifestação utilizasse a Avenida Paulista, por exemplo.

"Nós não queremos que se repitam os fatos que aconteceram na semana passada. Nós queremos que a nossa cidade preserve aquilo que é certo e que é natural: uma manifestação livre, legítima, de expressão, de pensamento", falou o secretário. Perguntado sobre a apuração de eventuais excessos na participação da polícia, Grella respondeu: "Quem se desviou das suas normas de ação e agiu abusivamente tem que responder de acordo com as normas."

Expedição a Marte, viagem sem volta


Imagem da estação que a Mars One planeja construir. EFE/Bryan Versteeg /Imagem cedida pela Mars One.
Marte fascina o homem desde tempos imemoriáveis. A conquista do espaço foi um dos grandes sonhos da humanidade nos tempos da Guerra Fria, mas os dias das expedições à lua, os sputniks e as frases que ficaram para história pareciam ter ficado pra trás desde que a Nasa (agência espacial americana) começou a sofrer os estragos da crise financeira.