Professor do Ceará é condenado a 6 anos de reclusão por vazar questões do Enem

O professor de Física e coordenador do Colégio Christus, de Fortaleza, Jahilton José Motta, de 59 anos, foi condenado nesta segunda-feira, 19, a seis anos de prisão e multa pelo vazamento de 14 questões do Enem em 2011 para 639 estudantes da escola. Na época, ele distribuiu o material aos alunos antes do exame, mas as questões eram de um pré-teste do próprio Enem, aplicados em outubro de 2010 no colégio. O advogado de Motta disse que vai recorrer da decisão. Já o Ministério Público Federal do Ceará (MPF-CE), autor da denúncia contra o professor, não entrará com recurso.

A Justiça Federal do Ceará condenou o professor a um total de seis anos: quatro anos de reclusão e multa por divulgar, indevidamente, o conteúdo sigiloso de um processo seletivo para ingresso no ensino superior e a mais dois anos de prisão e multa por "obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento". A pena de reclusão deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto, e ele deverá pagar multa de 400 salários mínimos, em até 10 dias após a decisão condenatória. Ele poderá recorrer em liberdade.

O advogado de Motta, Victor Pompeu, afirmou ao Estado que "a sentença foi desastrosa". Não houve provas, de acordo com ele, do recebimento clandestino do material e a sentença foi baseada em "presunções do juiz".

A denúncia do MPF cearense a outras quatro pessoas envolvidas no caso - duas representantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem, uma representante da Cesgranrio e mais uma funcionária do Colégio Christus - não foi aceita pelo juiz Danilo Fontenelle Sampaio, da 11ª Vara Federal. Após a recusa, o Ministério Público pediu a absolvição do professor, sob o argumento de que ele não poderia ter possibilitado o vazamento sozinho, mas o juiz optou pela condenação.

Anvisa retira do mercado lote de ketchup contaminado com pelo de rato

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira, 20, uma resolução que proíbe a distribuição e a comercialização em todo o País do lote 2k04 do Tomato Ketchup da marca Heinz.

A justificativa é a de que o produto apresenta "fragmentos de pelo de roedor". A Anvisa confirmou na semana passada a denúncia da presença de pelos de rato no produto. Em nota, a Heinz Brasil afirmou que o lote não está mais em circulação.

Segundo a empresa, todos os produtos trazidos para o País são produzidos de acordo com as normas sanitárias de seus países de origem, bem como normas internacionais.

O caso foi denunciado há seis meses pela Associação de Consumidores Proteste. Após testes, um lote do produto foi retirado do mercado pela Vigilância Sanitária em São Paulo.Outro lote do produto, o 2K04, com vencimento em janeiro de 2014, adquirido no Carrefour Taboão, de São Bernardo do Campo, também estava contaminado.

Em fevereiro, a Anvisa considerou que as análises foram feitas por laboratório não oficial. Novos testes foram feitos pelo Instituto Adolfo Lutz, de Santo André.

O lote a ser recolhido por determinação da Anvisa tem prazo de validade de janeiro de 2014 e foi fabricado pela Delimex de México e importado pela Coniexpress, localizada em Nerópolis (GO).

A decisão da Anvisa acompanha a medida anunciada na semana passada pela Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, que determinou a interdição do lote pelo mesmo motivo.

Novas armas e luvas reforçam suspeita de que garoto matou a família

Outras três armas encontradas pela perícia na casa da família Pesseghini, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo, reforçam a suspeita de que o estudante Marcelo, de 13 anos, é o responsável pela série de assassinatos seguidos por seu suposto suicídio na segunda-feira, 5. Para o delegado Itagiba Franco, responsável pelas investigações, o fato de os armamentos não terem sido roubados afasta ainda mais a hipótese de ação do crime organizado, levantada inicialmente.

Os assassinatos aconteceram em duas casas que ficam no mesmo terreno onde morava a família. Pistas encontradas no local, imagens de câmeras de rua e depoimentos de professores e colegas de classe levaram policiais a concluir que o estudante matou os pais, a avó e a tia-avó, foi para a escola e, na volta, se matou.

Exames no carro da mãe do estudante, Andréia Regina Bovo Pesseghini, de 36, cabo da PM, também constataram a presença de um par de luvas no automóvel. O veículo teria sido usado pelo estudante para ir à escola. Trata-se de mais um elemento que aponta para a autoria do crime.

Acidente com ônibus deixa seis mortos na região metropolitana do Rio

Rio de Janeiro - Pelo menos seis pessoas morreram em consequência de um grave acidente, agora à noite, envolvendo um micro-ônibus da Viação Itaguaí. O veículo despencou de um viaduto conhecido como Tobogã sobre a via férrea no município de Itaguaí, na região metropolitana do Rio.

Os bombeiros do quartel da cidade estão levando os feridos para o Hospital Municipal São Francisco Xavier, em Itaguaí, e para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste da capital fluminense. O micro-ônibus caiu de cabeça para baixo sobre a linha do trem. O número de vítimas pode chegar a 30 feridos. O veículo, da linha Mazomba-Itaguaí, estava lotado de passageiros retornando do trabalho para casa.

O ônibus estava trafegando pela Avenida Prefeito Isoldackson Cruz Brito e subiu o viaduto que leva o mesmo nome quando o motorista perdeu o controle do veículo e despencou de uma altura de mais de 3 metros, destruindo a mureta de proteção do viaduto.