Ex-ministro Luiz Gushiken morre aos 63 anos

O ex-ministro Luiz Gushiken morreu no início da noite de hoje, aos 63 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado em estado grave por causa de um câncer.

Gushiken nasceu no município de Osvaldo Cruz (SP) em 8 de maio de 1950. Em 1970, tornou-se escriturário do Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Começou a militar na tendência Liberdade e Luta (Libelu), braço estudantil da OSI (Organização Socialista Internacionalista), de orientação trotskista. Em 1978 tornou-se representante dos bancários no Banespa e, a partir de 1979, passou a ocupar cargos na diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo. No final do ano, formou-se em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas.

Em 1982 tornou-se secretário-geral do sindicato e, em 1985, presidente da categoria. Nesse mesmo ano, liderou uma greve nacional de três dias que paralisou 700 mil bancários. Em 1980, participou da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) e, em 1983, da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Em 1986 foi eleito membro do Diretório Nacional do PT e, em novembro, foi eleito deputado federal pelo PT de São Paulo.

Depois de 36 anos no espaço, Voyager sai do Sistema Solar

Agora é oficial. A sonda americana Voyager 1 se tornou o primeiro artefato humano a deixar o Sistema Solar.

E já faz um ano. A demora para o anúncio foi ocasionada pela dificuldade em interpretar os dados da nave, que está viajando há 36 anos rumo ao espaço interestelar.

Nesta quinta (12), em um estudo publicado na revista científica americana "Science", a Nasa confirma que o veículo não tripulado já não sente mais a influência da radiação solar.

A sonda atingiu um ponto em que a pressão de radiação das estrelas já superou a exercida pelo Sol.

"Agora que temos esses novos dados, acreditamos que esse é o salto histórico da humanidade no espaço interestelar", diz Ed Stone, cientista-chefe das sondas Voyager. "A equipe precisava de tempo para analisar essas observações e tirar conclusões. Mas agora podemos responder à pergunta que estávamos todos perguntando: "Já chegamos?" Sim, chegamos."

Fonte: Folha de São Paulo

Estados Unidos atacarão a Síria mesmo sem aprovação do Congresso, diz secretário de Estado

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou neste domingo (1º) que o país atacará a Síria mesmo sem o aval do Congresso, durante entrevista a rede CNN.

Ainda segundo Kerry, evidências mostram o regime sírio usou gás sarin no ataque químico do dia 21 de agosto, que deixou centenas de mortos.

— Amostras de sangue e cabelo (...) atestaram positivamente para a presença de sarin.

A prova — que foi recolhida de forma independente das Nações Unidas — reforça o apelo do presidente Barack Obama para a ação militar, disse ele.

O Congresso americano está em recesso até 9 de setembro. Parlamentares republicanos indicaram que o pedido de autorização de Obama seria analisado logo na semana seguinte.

Síria qualifica decisão de Obama de "recuo histórico americano"

A Síria saudou o "recuo histórico norte-americano", neste domingo, depois que o presidente Barack Obama atrasou um ataque militar iminente, decidindo consultar o Congresso.

Como Obama recuou no último minuto, a França afirmou que não poderia agir sozinha para punir o presidente Bashar al-Assad por um ataque com armas químicas, tornando-se o último país ocidental aliado a repensar o bombardeio à Síria.

"Obama anunciou ontem, diretamente ou através de implicação, o início de um recuo histórico norte-americano", afirmou o jornal oficial da Síria al-Thawra em um editorial de primeira página.

O presidente dos Estados Unidos disse no sábado que iria buscar o consentimento do Congresso antes de tomar uma ação militar contra Damasco --motivada pelo ataque de 21 de agosto, em que as forças de Assad são acusadas--, uma decisão que deve atrasar qualquer ataque em ao menos nove dias.

O vice-ministro de Relações Exteriores sírio, Faisal Mekdad, condenou qualquer movimento ocidental armado contra seu governo. "A decisão de entrar em guerra com a Síria é uma decisão criminosa e uma decisão incorreta. Estamos confiantes que seremos vitoriosos", disse ele a repórteres diante de um hotel em Damasco.