Internet cria 1ª Olimpíada 100% transmitida e de fato global


No final de maio, o rapper Will.i.am, do Black Eyed Peas, carregou a tocha olímpica em Taunton, na Inglaterra. Na mão esquerda, estava um dos maiores símbolos dos Jogos. Na direita, um objeto que representa a geração de 2012: um smartphone conectado ao Twitter.

Graças ao streaming (transmissão em tempo real na internet) de vídeos e ao crescimento das redes sociais, os Jogos de Londres, cuja cerimônia de abertura acontecerá no dia 27, serão os primeiros com alcance verdadeiramente global. Mais pessoas poderão acompanhar mais modalidades e atletas.


Instalação de antenas para satélites no centro de mídia da Olimpíada de Londres

Os vídeos pela rede vão tornar real o sonho de viciados em esportes: acompanhar ao vivo, na íntegra, a modalidade que desejar e testemunhar todas as 302 cerimônias de premiação. Será a primeira vez que todos os esportes terão transmissão ao vivo.

No total, serão 3.500 horas de transmissão on-line, inclusive no Brasil. É quase dez vezes o que um único canal de TV conseguiria mostrar se dedicasse ao evento 24 horas de sua programação ao longo dos 15 dias de competição --exibiria apenas 360 horas.



O streaming também levará a Olimpíada a territórios esquecidos. O YouTube vai passar gratuitamente a competição para 64 países da Ásia e da África em que os direitos de transmissão não foram adquiridos, como Afeganistão, Paquistão, Angola e Etiópia.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) acredita que a audiência global irá crescer de 4,3 bilhões de pessoas, nos Jogos de Pequim, para 4,8 bilhões na Olimpíada londrina.

Londres-12 também será os Jogos das redes sociais: mais pessoas verão juntas, comentarão e registrarão o evento.

Em 2008, o Facebook celebrava a marca dos 100 milhões de usuários e a disputa pelo primeiro lugar nos EUA com o MySpace. Hoje, são 900 milhões de conectados.

No Twitter, eram 6 milhões de usuários nos Jogos de Pequim. Agora, são quase 500 milhões. O YouTube recebia 10 horas de vídeos por minuto. Atualmente, são 72 horas de imagens por minuto.

Foursquare, Instagram, Pinterest e Google+, redes que ligam alguns milhões de pessoas, nem existiam.

"Londres iniciará os primeiros Jogos Olímpicos com conversa, graças às mídias sociais e à tecnologia", declara o COI (Comitê Olímpico Internacional).

A entidade criou um site (hub.olympic.org) que reúne os perfis em redes sociais de milhares de atletas que participarão do evento e ex-atletas que lá estiveram.

Entre os brasileiros, aparecem na página desde estrelas do país, como Cesar Cielo, até atletas menos conhecidos, como Yane Marques, do pentatlo moderno. Em 2008, o site dos Jogos não se conectava a nenhuma rede social.

Esses serviços também estão se preparando para a Olimpíada. O Facebook lançou uma página especial, onde é possível encontrar notícias, atletas, equipes e outros torcedores do mundo todo. Já tem quase 3 milhões de fãs.

O Foursquare, rede social de localização, mostra 40 lugares por onde as Olimpíadas já passaram e passará. Dá para fazer o check-in em cada um e conhecer sua história. Entre os locais, aparecem o Maracanã e a Lagoa Rodrigo de Freitas, que estarão nos Jogos do Rio de 2016. A página já tem quase 44 mil "likes".

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