Patrocinadora do Palmeiras negocia para ver seu nome nos jogos da TV brasileira


Allianz e parceiros do Verdão pregam mudança de postura das emissoras.
Quem acompanha jogos no Brasil pela televisão já está acostumado a não ouvir o nome de patrocinadores dos times, seja no futebol, vôlei, basquete, entre outros. A dinâmica, incomum no exterior, está prestes a mudar, pelo menos no que depender do Palmeiras e da Allianz, empresa que assegurou o naming rights e dará nome ao novo estádio do clube.

Durante o evento que oficializou o acordo entre a seguradora alemã, o clube, além da WTorre (responsável pela construção da arena) e a AEG (que irá gerir o calendário do local), realizado na manhã da última segunda-feira (29) no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, o R7 questionou todas as partes acerca do espinhoso tema.

Segundo o presidente palmeirense Paulo Nobre, a nova imagem do clube a partir da sua nova arena, o que ele chamou de “Palmeiras do século 21” passa justamente por adequações à realidade atual, com inspiração no que se faz no esporte fora do País. E a exposição dos patrocinadores e parceiros é uma delas, de acordo com o cartola.

— No que cabe ao clube, vamos conversar com as emissoras. Garanto que vamos ter o nome da Allianz tem todos os nossos comunicados oficiais, sempre vamos nos referir ao estádio com o nome da nossa parceira. Creio que seja algo que veio para ficar, é uma questão de adequação.



Por parte da seguradora alemã, o executivo Felipe Gomes destacou que a empresa já tem mantido contatos com as principais emissoras do Brasil justamente para obter a exposição que espera, evitando situações constrangedoras, como se vê no vôlei nacional, no qual Unilever e Sollys são trocados por Rio de Janeiro e Osasco, apenas para “boicotar” as marcas.

— A Allianz está conversando e já sentimos uma boa vontade por parte das emissoras de TV para falar o nome correto do estádio. Posso garantir que vamos falar com todas sobre esse assunto, mas não representa um temor nosso nesse momento.

Na mesma linha foi Walter Torre Jr., presidente da construtora da arena palmeirense. Para ele, é tempo das emissoras passarem a ver a situação sob um novo enfoque.

— Acho que temos uma condição nova. As empresas de TV vão perceber o que é ou não vantagem dizer em suas transmissões. Todos só têm a ganhar, no meu ponto de vista, se o nome for dito da maneira correta.

Por ora, uma das emissoras de TV aberta do País na transmissão de eventos esportivos tem como política só expor o nome de marcas que lhe patrocinem, refutando a possibilidade de exibir patrocinadores que não sejam os seus. Nem a Allianz, nem qualquer uma das partes questionadas pelo R7 durante o evento, admitiu comprar cotas para conseguir o aval para que o estádio palmeirense não ganhe algum “nome alternativo” a partir de 2014.

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