Gênio da matemática, iraniana Maryam Mirzakhani morre aos 40 anos

Maryam Mirzakhani foi a primeira mulher a ganhar a Medalha Fields, equivalente ao Nobel da Matemática, em 2014. Ela lutava há quatro anos contra um câncer e morreu em um hospital nos Estados Unidos.


Mirzakhani nasceu e cresceu em Teerã. Seu sonho de criança era ser escritora, mas "a febre dos números e das equações" a tomou e nunca mais a deixou. Ela ficou conhecida no cenário internacional da matemática ainda adolescente, ao ganhar medalhas de ouro nas Olimpíadas Internacionais da Matemática em 1994 e 1995. Ne época, declarou que "a matemática é divertida, é como fazer um puzzle ou decifrar um enigma policial".

Ela era professora na Universidade de Stanford, na Califórnia e ganhou notoriedade mundial quando recebeu a medalha Fields, entregue pelo Congresso Internacional de Matemáticos. A medalha é entregue desde 1936 a matemáticos com menos de 40 anos.

Geometria e sistemas dinâmicos

Maryam foi recompensada por suas contribuições consideradas muito sofisticadas aos campos da geometria e dos sistemas dinâmicos, particularmente no entendimento da simetria das superfícies curvas.

Ao anunciar o seu troféu, o Congresso dos Matemáticos apontou "um conhecimento perfeito do vasto leque das diversas técnicas e culturas matemáticas díspares, dominando uma rara combinação de capacidades técnicas, de ambição audaciosa e uma profunda curiosidade".

 "Uma luz se apagou hoje. 'Me dói o coração (...) se foi muito rápido", escreveu Naderi, ex-diretor de Exploração de Sistemas Solares da Nasa. "Um gênio? Sim, mas também uma mulher, uma mãe e uma esposa", ele escreveu em um outra mensagem, ao lado de uma foto em preto e branco de Maryam.

Ao receber a Medalha Fields, Maryam Mirzakhani declarou: "É uma grande honra e ficarei feliz se isto encorajar jovens mulheres cientistas e matemáticas. Estou convencida de que muitas outras mulheres receberão esse tipo de recompensa nos próximos anos".

Maryam deixa um marido e uma filha.

O Congresso Internacional de Matemáticos também laureou o brasileiro Artur Ávila em 2014 com a Medalha Fields, por suas pesquisas sobre sistemas dinâmicos.

Aiatolá que prega a destruição de Israel visitará o Brasil

O iraquiano Mohsen Araki é uma estrela do islã xiita. Dono do título de aiatolá, ele faz parte do círculo mais próximo líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, de quem é amigo pessoal desde a juventude. 

Araki desembarcará no Brasil na próxima semana para pregar em mesquitas e instituições patrocinadas pelo governo do Irã no Brasil. No sábado dia 29, ele proferirá uma palestra no evento “Os muçulmanos e o enfrentamento ao terrorismo radical”, que será em São Paulo, no Novotel Center Norte. Uma ironia por Araki ser conhecido justamente por pregar a violência contra o que ele define como inimigos do islã.

Quando o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad pregou a destruição de Israel, ele estava apenas reproduzindo os discursos de Araki. Em várias oportunidades, o religioso pregou a destruição do Estado Israel. Durante um encontro com o secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, o aiatolá Araki definiu Israel como “um câncer que deveria ser extirpado do Oriente Médio”.

Em suas pregações, Araki acusa os Estados Unidos e os judeus de serem os responsáveis pelos problemas econômicos dos países islâmicos e das divisões existentes entre as várias correntes da religião islâmica. Em uma visita ao Líbano, ele sugeriu aos líderes do Hamas, o grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza, uma união estratégica entre todos as organizações terroristas que atuam no Líbano e Palestina como forma de “banir Israel do mapa”, conforme publicado pela imprensa oficial iraniana.

Em sua página oficial no Facebook, o líder religioso não faz questão de esconder seus vínculos com o Hezbollah e suas posições extremistas. Resta saber se no Brasil ele reproduzirá esse mesmo discurso de ódio que ele propaga por onde passa.

O anfitrião de Araki no Brasil será o sheik iraquiano Taleb Khazraji, outra figurinha carimbada do Hezbollah na América Latina. Khazraji foi citado dos relatórios produzidos pelos investigadores do atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita (AMIA), como sendo um dos interlocutores dos terroristas que explodiram a entidade em julho de 1994.