Exército permanecerá mais 8 meses no Complexo do Alemão


Rio de Janeiro, 24 out (EFE).- O Exército permanecerá mais oito meses, até junho de 2012, no complexo de favelas do Alemão e da Penha, localizadas na zona norte do Rio de Janeiro, informou nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Celso Amorim.

O ministro afirmou que o Exército não tem como ficar "de forma permanente" nos 20 bairros que integram o Complexo do Alemão e as favelas de Penha, onde vivem cerca de 400 mil pessoas. Porém, não devem deixar o local sem que haja uma estrutura segura para os moradores.

"Quando dizem que o Exército não está preparado, eu digo que está. Não para ficar de forma permanente, mas pelo período necessário para oferecer um braço forte de segurança e de amizade", disse Amorim na cerimônia realizada em um quartel militar da região.

A chamada Força de Pacificação é composta por 1,6 mil militares e 200 policiais, que tinham a previsão de concluir suas operações até o final deste mês.

No entanto, o Governo estadual pediu a permanência da Força no local até que a Polícia tenha tempo de formar um novo contingente de 2 mil agentes, que será dedicado exclusivamente ao patrulhamento de favelas.

A substituição dos militares começará a ser realizada de forma gradual a partir de julho de 2012, quando a Polícia irá instaurar um modelo de patrulha permanente similar ao que foi aplicado em outras favelas cariocas.

O Complexo do Alemão e a favela de Vila Cruzeiro, também no bairro de Penha, eram considerados os principais redutos da maior facção de traficantes da cidade.

Após uma onda de atentados comandada por traficantes em novembro de 2010, os policiais e militares decidiram invadir o Complexo do Alemão. Apesar de usar tanques e carros blindados, a ação não deixou nenhuma vítima.

No entanto, as intervenções policiais que precederam a ocupação do Alemão deixaram 37 mortos em dezenas de favelas de toda a cidade.

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